O encontro de dois mundos: product placement e cultura na construção da cidadania corporativa de uma empresa

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Neste post, vou apresentar como é possível uma empresa construir uma cidadania corporativa aliando duas práticas aparentemente contraditórias em seus conceitos.

Empresas modernas cada vez mais preocupam-se com seu impacto na sociedade.

E uma empresa deve refletir a postura ética e cidadã de seus profissionais.

Então pense na empresa agora como um grande organismo formado por pessoas que, juntas, criam uma identidade e como cidadãos agora são um corpo só, a empresa também como cidadã, atuando na sociedade.

Ainda é algo novo no Brasil. Melhor dizendo, as empresas brasileiras buscam essa cidadania corporativa, mas ainda não sabem exatamente como atuar.

No exterior, em países mais desenvolvidos, a prática é antiga e tornou-se regra comum junto aos clientes e consumidores.

Estranho seria não atuar assim. Porém no Brasil, ainda são poucas e isso é percebido com grande expectativa pelos consumidores. É o que mostra este quadro do estudo realizado pela Interbrand:

interbrand

Perceba que no quadro as expectativas são altas para países como China e Brasil (e os EUA, mais pelas inovações que os americanos se destacam).

Porém, países como Japão e Alemanha, que mantêm há tempos tal prática, a expectativa é baixa, ou seja, os consumidores acostumaram-se.

Na revista de administração de empresas (RAE) da FGV, de 2004,  uma análise apresenta o seguinte resultado:

“Os resultados indicam que a adoção de práticas de cidadania corporativa impacta, fracamente, a lealdade dos clientes e mais fortemente o comprometimento dos funcionários. Assim, pode-se afirmar que a cidadania corporativa pode ser utilizada como um instrumento de marketing interno e externo para as organizações.”

Acredito que ficou claro, mesmo que em poucas linhas, o que é cidadania corporativa e a sua importância para uma organização.

Agora pretendo destacar o product placement. É uma prática do marketing em alocar seu produto ou serviço dentro de uma cena (de um filme, jogo, ou outro meio de comunicação) de forma contextualizada, sem que ele seja o elemento principal, necessariamente, na cena.

Assista este vídeo explicativo (em inglês) AQUI.

Voltarei mais tarde para esse assunto. Quero agora destacar o termo cultura.

O conceito é amplo e por isso vou restringir a projetos culturais, ou melhor, a um projeto cultural aprovado por leis de incentivo à cultura.

O valor do mercado cultural brasileiro de incentivos fiscais não é pequeno.

Veja o valor autorizado para captação e o que foi de fato captado em 2014.

mercado da lei roueanet

De três anos para cá, os valores vêm caindo, em parte pela crise na Petrobrás e o setor de mineração (Vale etc.), em parte por que muitas empresa ainda não perceberam a possibilidade de um grande negócio em que todos ganham.

E este é o momento do encontro de dois mundos.

Que ainda têm dificuldades para encontrarem-se.

Um projeto cultural deve ser visto como um ativo e não despesa.

Um ativo que seja capaz de fortalecer a identidade da marca da empresa.

Patrocinar um projeto deve ser parte da estratégia de marketing da empresa, pois é mais uma ferramenta capaz de interagir com o público alvo.

Como exemplo, temos um projeto aprovado por lei de incentivo à cultura bem interessante.

Neste projeto, montamos uma minissérie em quadrinhos que apresenta a cidade de Belo Horizonte, por meio de uma narrativa, destacado seus aspectos culturais e turísticos.

Há uma versão para o inglês, visando mostrar para o público fora do Brasil, a capital da Minas Gerais.

E há também a acessibilidade; uma versão para cegos. O nome do projeto é Marvelous Cities: Belo Horizonte.

Mas por que quadrinhos?

Este ano entrou em operado um aplicativo para quadrinhos digitais chamado Social Comics (Social Comics é uma espécie de netflix dos quadrinhos).

A empresa recebeu um aporte de mais de 2 milhões para atuar no mercado digital brasileiro e vai operar em breve no mercado internacional.

Somente no Brasil existe um mercado potencial de 10 milhões de leitores.

O mercado de quadrinhos digitais nos Estados Unidos, em 2012, chegou a mais de 70 milhões de dólares.

mercado de hq

Um aplicativo chamado Comixology que realiza o mesmo serviço da Social Comics (mas atua desde 2009) foi comprado recentemente pela Amazon. O valor não foi revelado.

O mercado de quadrinhos, hoje, está mais do que aquecido. E o Brasil segue esta tendência.

Uma empresa pode utilizar esse projeto (Marvelous Cities: Belo Horizonte) apresentando seus produtos e serviços, o product placement que dissemos há pouco. E o custo é baixo.

Claro, existe o público alvo e outras questões etc. (que não cabem aqui e quem quiser saber mais é só entrar em contato).

Os mais atualizados em marketing percebem isso como storytelling e reconhecem como uma poderosa ferramenta.

E o storytelling ainda está sendo tão pouco utilizado aqui no Brasil enquanto lá fora…

Estamos abertos para conversar sobre este encontro de dois mundos na construção de uma cidadania corporativa de empresas brasileiras.

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