O 7 de setembro dos quadrinhos brasileiros

O nosso 7 de setembro dos quadrinhos brasileiros nasceu no dia 30 de janeiro de 1869, em uma revista ilustrada, pelas mãos de um imigrante que usou do humor para criticar os costumes do Brasil.

Os primeiros elementos que vão caracterizar os quadrinhos aparecem na história “As Aventuras de Nhô-quim”, publicada na revista Vida Fluminense, desenhadas por Angelo Agostini, um italiano que desde os dezesseis anos viveu no Brasil (ele morreu no Rio de Janeiro aos 66 anos em 1910).

“As Aventuras de NHô-quim” narra o dia a dia de um caipira que vai morar no Rio de Janeiro, à época o centro da Corte, mostrando os contrastes da sociedade.

O grito de independência do quadrinho brasileiro nasce, portanto, deste conjunto: da imigração (o momento em que o Brasil recebeu imigrantes; Agostini era italiano.), do humor das nossas charges, base para as primeiras bases narrativas (a primeira charge feita no Brasil data de 1837).

Ele desenhou nove capítulos e outros cinco capítulos posteriores foram produzidos pelo seu assistente, Cândido de Aragonez de Faria (embora tenha continuado, a história não teve um final, foi encerrada abruptamente).

E logo na primeira história, o personagem principal, um mineiro que vai para o Rio é enganado e compra… Um bonde. 

E a história segue alternando as relações conflituosas entre as visões urbana e rural do país, revelando os problemas sociais.

O quadrinho brasileiro surge da observação ferina, por meio do humor, da desigualdade em nosso país.

Que neste dia 7 de setembro nossos leitores, críticos e quadrinhistas não percamos a essência do nosso quadrinho brasileiro.

Nos links a seguir, temos dois livros em quadrinhos que partem da cultura brasileira e buscam, na fonte, retratar alguns dos nossos problemas.

Em Machado de Assis: caçador de monstros, o jovem escritor, já consagrado, está ao lado de seus principais personagens literários, Brás Cubas, entre outros, resolvendo uma série de mistérios  pelas ruas do Rio Antigo.

Com influências da narrativa mangá, você pode ler as primeiras páginas  AQUI.

Em Estella Vic: 1922 e o Manifesto Futurista, a repórter Estella Vic investiga sobre um possível atentado que pode ocorrer no primeiro dia da Semana de Arte Moderna. 

Esta aventura em quadrinhos no formato americano você pode ler as primeiras páginas AQUI.

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