Uma história da História em quadrinhos no Brasil parte 2

Continuando o artigo anterior, apresentaremos neste post o infográfico referente à História da história em quadrinhos no Brasil na metade do Século XX até os dias de hoje, mas apenas destacamos alguns pontos que consideramos relevantes.

Do que podemos perceber, temos alguns questões interessantes: melhoria tecnológica na impressão; aumento na importação de materiais estrangeiros ao mesmo tempo que se fortalece o consumo interno, principalmente entre os Anos 60 e 80.

Mas não é difícil imaginar quão problemático deve ter sido a concorrência com um material que já chegava com baixo custo de produção, e manter-se na briga pela conquista do leitor.

E nessa briga, permanecendo apenas Maurício de Sousa, pois todos os outros, como a Turma do Saci Pererê, por exemplo, encerraram.

Também percebemos a entrada do mangá, principalmente nos Anos 2000 (e de lá para cá apenas aumentou a oferta de títulos de mangá).

Mas sem outros dados, é difícil perceber se houve aumento na tiragem ou se a tiragem estagnou e foi subdividida entre vários títulos de mangá.

Mas houve um boom com a entrada do mangá, de vez, no mercado nacional.

Também houve o momento duro que foi a exportação de mão de obra para o mercado americano, principalmente. Momento duro por que não houve quem preparasse, tendo o artista que aprender sozinho como entrar e atender essa demanda do mercado internacional, um pouco antes da popularização da internet (estamos falando de antes de 1995).

Mas o que precisamos indagar e pensar é por que não conseguimos, ainda, estabelecer uma indústria forte de quadrinhos nacionais.

Se percebermos no infográfico a seguir, foram várias tentativas, mas em nenhuma houve uma sequência; ou melhor dizendo, tivemos uma sequência, como foi a famosa revista TicoTico e depois Maurício de Sousa, que perdura até hoje.

Ou seja, em todo século XX apenas esses dois trabalhos distintos e vários outros trabalhos, iniciados e encerrados em ciclos com menos de dez anos.

É nesta análise que uma história da História em quadrinhos no Brasil precisa ser discutida em prol do fortalecimento da mão de obra para o mercado interno e constituição de editoras capazes de criar demanda.

Discutir como na construção de um mercado de consumo interno de quadrinhos de quase um século e meio ainda não conseguimos estabelecer uma indústria forte o suficiente para criar e atender a uma demanda interna e exportar, inclusive.

O que você acha que falta para a construção de uma indústria forte em nosso país e como o estudo de uma história da história em quadrinhos no Brasil poderia contribuir?

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