O que Marie Kondo pode nos ensinar sobre arrumação de livros e quadrinhos

 

Um dos recentes sucesso na Netflix, Ordem na casa, com Marie Kondo, é uma série de 8 episódios que vem encantando a todos os que assistem.

Em cada lar que visita, a guru da limpeza, a japonesa Marie Kondo, acompanhada de uma intérprete, conversa com a família sobre a importância em ter uma casa arrumada e como isso pode influenciar na vida da família.

Tudo feito de forma leve e simples durante os episódios com histórias emocionantes. E não tem jeito. A série é encantadora mesmo.

Eu não sabia, mas Marie Kondo é um fenômeno mundial (bem antes de a Netflix surgir com o programa).

No seu site, é possível comprar livros, participar de cursos, contratar profissionais formados por ela (e há níveis entre os profissionais formados, conforme o número de clientes que os mesmos atendem), dicas etc.

 

 

Para quem não conhece, o seu método de arrumação consiste em atuar pelas seguintes categorias em toda a casa:

1. Roupas;

2. Livros;

3. Papéis e documentos;

4. Komono: o pacote aqui se refere a cozinha, banheiro, garagem e uma seção para miscelâneas;

5. Objetos com valor sentimental.

O grande barato em seu método está em reverenciar a casa que habita. Ser grato pelo que possui e agradecer, despedindo-se pelo que for descartado. Isso em linhas gerais.

Mas e os livros (e quero incluir aqui os quadrinhos também).

O seu método é curioso em um primeiro momento. Ela pede para que reúna todos os livros em um lugar e para cada um deles, que você “desperte” cada um dos livros com um leve toque dos dedos.

Estranho em princípio, mas o exercício estabelece uma relação lúdica que proporciona, sim, um certo relaxamento.

E aí o critério para o descarte flui de forma prazerosa, pois você vai se perguntar, a seguir, para cada um dos livros, se ele te traz alegria ou não.

Se houver dúvida, imagine como será no futuro a sua relação com aquele livro em casa. E se for descartar, agradeça o convívio, despeça-se dele.

A beleza está em cultivar e resgatar o seu relacionamento com o livro. É ou não é um processo terapêutico?

Agora faço um convite para que você olhe para a sua estante de livros e quadrinhos. Quando foi que você “despertou” eles?

Será que não é o momento de alguns livros e quadrinhos preencherem o coração de outros leitores com a mesma alegria com que você cultivou um dia, quando comprou ou ganhou de presente?

Desperte seus livros e os seus quadrinhos, agradeça cada um deles e despeça-se, se for o caso de alguns, sem medo, mas com gratidão por ter feito parte de sua vida.

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