Investir em solidariedade aumenta a receita de qualquer empresa

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ou 3 razões para sua empresa patrocinar um projeto sociocultural.

É preciso ter em mente que o mundo mudou. Quando questionado sobre os membros do seu governo, no ano passado, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau respondeu com uma frase que correu o mundo: “Estamos em 2015.”

Estamos em 2016 e por mais uns bons anos a diversidade, a representatividade das minorias, começa a ter peso cultural que antes não havia. Basta ver nos cinemas, por exemplo,  com o último Star Wars e as revistas em quadrinhos da Marvel e DC, no mass media. Como as empresas estão lidando com isso? Como está o marketing e o relacionamento com os seus consumidores? Essa onda, nem tão nova assim pelas discussões de igualitarismo, representatividade, é também fruto de uma nova dinâmica na relação com os consumidores. Mas, antes, é preciso dizer, quem mudou foi o consumidor, com o advento das mídias sociais e em seu bojo vieram, algumas, não todas, as empresas.

Não é mais possível disparar propagandas e mais propagandas, não cabe mais isso. Estamos em 2016. As relações mudaram, estão mais fluídas, dinâmicas, personalizadas. É preciso personalizar a empresa hoje para permanecer no mercado, senão perde seus clientes. Consumidores querem dialogar, participar, conversar com suas marcas preferidas.

Várias empresas, através de suas marcas, ainda continuam, em sua maioria, agindo de forma errada ou no modo antigo, engessado; basta ver os exemplos, cases, sobre o que não deve ser feito.

Ainda precisam aprender e reconstruir suas marcas junto com o consumidor, buscando o engajamento deles, os consumidores. Porém, para isso, é preciso trazer a causa para si, para que o outro, o cliente, possa defendê-lo. Sabe o que significa advogado? Vem do latim: advocatio, aquele que traz a causa do outro para si. Se a empresa quer isso do cliente, ela também precisa buscar a causa do outro para si mesma.

E aí está um problema: falta uma causa para as empresas que buscam o engajamento de seus clientes, e ainda não a encontraram. Não pode ser algo factível, plástico e momentâneo. É construído e percebido com o tempo, o tempo da descoberta do cliente.

Investir em cultura, por muito tempo, não, ainda hoje, é visto por várias empresas como despesa, ou pior, um favor, quando deveria ser percebido como um negócio, um jeito mais barato de personalizar a empresa. O cliente sabe quando a empresa está enganando e também sabe quando uma causa foi abraçada.

Qual é a causa que a sua empresa abraça?

A sociedade quer mobilizar, sempre. Basta ver, nas redes sociais, por exemplo, como listas de assinaturas correm aos montes pelas mais diversas causas, mas o principal motivo: engajamento; seja de forma mais ampla ou não, as pessoas querem uma causa para abraçar. Sempre foi assim, mas nunca foi tanto como agora e as empresas que perceberam isso mais cedo saíram ganhando, pois ganham todos quando todos estão envolvidos.

E o investimento em projetos socioculturais, quando feito da forma correta, fortalece seus laços com os clientes e a sociedade.

Três motivos, portanto, para a sua empresa rever seus conceitos em relato a patrocínio e produção cultural como investimento para uma empresa:

1 – valoriza a cidadania corporativa. Uma empresa também é cidadã e cada vez mais as pessoas estão enxergando isso, com seus respectivos direitos e deveres. Apoiar um projeto cultural fortalece isso.

2 – boas práticas de gestão da marca. Um belo projeto, bem trabalhado junto ao público alvo, mostra ao cliente o rosto da empresa, a tal personalização.

3 – Um projeto cultural aprovado por lei é garantia de uma boa execução. Existe respaldo quando um projeto é aprovado. E basta acompanhar, definir métricas de qualidades, pedir relatórios, um trabalho que pode ser feito junto, em parceria.

Na Primal Studio temos projetos aprovados por lei federal. Um deles, trata-se de uma oficina para promover a leitura na comunidade de surdos em Belo Horizonte. O surdo tem dificuldade com a língua portuguesa porque ela é a segunda língua, e não a primeira (a primeira língua que o surdo aprende é LIBRAS).

Pense no inglês que a maioria das pessoas estudaram na escola. É a mesma situação, em relação ao português, para o surdo.

Temos pelo menos duas causas para serem abraçadas neste projeto: a promoção da leitura e a comunidade de surdos (lembrem-se da representatividade destacada no início do texto).

Investir em solidariedade aumenta a receita de qualquer empresa.

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