Como negociar a proposta certa para o patrocínio

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Empresas e proponentes de projetos têm visões diferentes do mesmo objeto, que é o produto cultural.

Como conciliar tais visões?

Não é algo fácil, pois muitas vezes o que o proponente acredita ser o item mais valioso de sua proposta, para a empresa que irá patrocinar, não é.

Um fator importante é entender que as empresas procuram soluções diferentes para o patrocínio, assim como podem oferecer soluções diferentes também.

É muito importante pensar no seu produto cultural com um ativo para as empresas.

Pensar em questões que podem ser válidas para qualquer empresa patrocinadora até as mais específicas, para determinadas empresas.

Pensar de baixo para cima sobre o que o seu ativo tem para oferecer.

E também imaginar o que as empresas podem oferecer além do dinheiro para o patrocínio.

Criar um leque de opções que favoreçam a execução do produto cultural.

Por exemplo: que recursos materiais e administrativos uma empresa pode oferecer para a execução do produto?

A empresa pode me apresentar para sua carteira de clientes, o seu banco de dados?

Existe um networking que poderá auxiliar? Conhecimentos ou mentoria para a execução?

Existe algo no orçamento que pode ser diminuído a partir da colaboração da empresa?

Por outro lado, a empresa pode querer saber (antes de patrocinar) e é importante estar preparado para isso:

se não puder bancar todo o valor (seja da cota ou de todo o projeto), como fica a relação de patrocínio?

o proponente do projeto está preparado, ou tem todos os recursos necessários para atender as demandas do patrocinador?

como será a prestação de contas junto ao patrocinador? As métricas de avaliação junto ao patrocinador?

se houver uma interrupção na execução do projeto, como o patrocinador ficará resguardado?

o proponente do projeto está preparado para alguma alteração no projeto? Qual ou quais seriam?

Todas essas questões precisam ser analisadas e pensadas em cenários diversos.

E cada empresa vai exigir demandas diferentes, o que significa que as contrapartidas precisam ser ampliadas.

A criatividade não pode estar apenas no produto cultural, mas nas proposições que vão ser apresentadas para as possíveis empresas patrocinadoras.

Para isso é preciso planejamento, se possível até antes da aprovação do projeto.

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2 comentários

  1. maria helena f caldas de 3 de agosto de 2017 em 21:13

    Muito bom e claro seu texto e também os aspectos que abordou. Vocês são também captadores caso venha a precisar ? Grata oelas dicas !

  2. Lais de 7 de março de 2017 em 14:21

    Muito bom

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