Como criar demandas para produtos culturais

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Após a leitura do livro de Adrian J. Slwotzky com Karl Weber, Criando demandas, da Ed. Elsevier, me perguntei como poderia aplicar a produtos culturais.

O livro é da área de negócios, e muito bem escrito, mas poderia ser aplicado para o setor cultural porque destaca elementos voltados ao planejamento, marketing, visão de projeto que eu acredito que um produto cultural deva ter.

Claro, existe a arte, o artista, mas tem de haver um projeto por trás disso tudo que permita que mais e mais pessoas possam ver e/ou consumir, ampliar mais a experiência junto ao público.

Serve tanto para editores, roteiristas quanto dramaturgos, artistas plásticos para pelo menos refletirem sobre o assunto.

O livro aborda vários cases de sucesso e a partir deles propõe a reflexão de seis temas que são recorrentes nas criações de demandas.

Claro que não é um livro de receitas, mas uma análise interessante sobre como nascem demandas para produtos que ninguém poderia imaginar que um dia fosses postos em prática ou que valeria a pena apostar na sua execução.

Vamos agora aos seis pontos.

O primeiro ponto: magnetismo. Existe um monte de produtos no mercado, mas o que torna este produto sensacional, e não outro, perante o público é a sua capacidade em estabelecer uma conexão emocional com as pessoas. Despertar essa paixão é o grande desafio (basta ver o que a Netflix anda fazendo com algumas séries como House of Cards, por exemplo);

o segundo ponto: mapa de dificuldades: cada vez mais o marketing digital está utilizando a jornada do cliente para vender seus produtos.

Mas o ponto aqui é outro: como diminuir o tempo, o desgaste do cliente em adquirir o produto? Na área cultural poderíamos imaginar como tornar acessível nosso produto (ainda no campo da captação de recursos para produção) para chegar às pessoas com o mínimo de desperdício e com uso inteligente dos recursos, na diminuição de custos e acessibilidade;

terceiro ponto: a retaguarda. O que está por trás, nos bastidores, precisar ser valorizado, mesmo que o público não saiba.

E mais: como facilitar todo o processo de compra e venda para o público e como essa mesma retaguarda pode ser um ponto chave na produção;

quarto ponto: gatilho. É um insight, um momento que, mesmo casual ou não, faz a diferença e inicia uma escalada de sucesso para o seu produto.

Qual é o gatilho do seu produto cultural?

O que é capaz de disparar uma demanda incrível por ele?

Quinto ponto: trajetória. Um produto, para se manter no topo, precisa estar atualizando sempre o seu público de modo que permaneça fiel a ele. É ouvir, compartilhar boas ideias, conhecer mais o seu público. Pense no lançamento e no que você pode fazer para que o público construa junto contigo uma trajetória de sucesso para o seu produto;

sexto ponto: variação. Quem é o seu público? Seu público é uma legião com vários focos e demandas, um ponto médio é algo complicado, mas reconhecer a diversidade e trabalhar com o diverso é um grande desafio.

Onde está seu público, o que ele consome?

Quais são as demandas e como trabalhar de forma coesa tantas variações?

É possível aplicar esses pontos na produção cultural quando temos um time forte e coeso, atuando com propósito claro.

Criar demanda para o seu produto tem que fazer parte do seu projeto cultural.

Todo autor quer ser lido, todo dramaturgo quer sua peça assistida.

Não é pecado pensar nesses detalhes quando pensamos em arte e cultura.

Como você está construindo a demanda para o seu produto?

Tem alguma dica para compartilhar?

Se ficou interessado por mais informações, envie um e-mail para contato@primalstudio.com.br Somos uma produtora cultural com projetos aprovados por lei de incentivo à cultura.

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