4 motivos para uma empresa patrocinar um projeto cultural

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Há mais de quatro motivos para uma empresa patrocinar projetos culturais, com certeza, mas para o produtor cultural, um herói dos novos tempos de crise em nossa economia e política brasileiras, precisamos nos colocar para o outro lado do espelho.

Enxergar no outro quem somos, para entendermos como funciona o processo de patrocínio na empresa e montar a estratégia correta para a captação de recurso.

  Captar recursos para um projeto, muitas vezes não é apenas a metade do caminho da montanha, mas aquela outra metade que parece inexpugnável, como um alpinista que luta contra todos os seus medos e dificuldades rumo ao pico do Himalaia.

Trata-se de uma luta intensa, do começo ao fim, elaborar um projeto, como quem dá à luz a um filho, para depois prepará-lo para o mundo dos profissionais, onde a busca por um lugar ao sol no mercado cultural é competitiva.

Vamos aos quatro principais motivos para uma empresa patrocinar projetos culturais:

1 – As empresas querem utilizar o patrocínio como parte estratégica na construção (ou fortalecimento) de suas marcas. As contrapartidas oferecidas precisam estar alinhadas com esse propósito, ou seja, não basta destacar itens como logotipo da empresa nos materiais de divulgação;

2 – As empresas estão buscando convergência entre seus departamentos quando decidem o patrocínio de um projeto. Não cabe apenas a um setor a decisão, mas a um conjunto de setores que vão se beneficiar do patrocínio na empresa como por exemplo: relações públicas, marketing, vendas etc.;

3 – As empresas estão procurando engajamento junto ao consumidor. Hoje as empresas querem tornar seus clientes promotores das suas marcas. Ainda é algo recente no Brasil, basta ver como cresceu, nos últimos anos, o uso de ferramentas como storytelling, por exemplo, que procuram emocionar o consumidor por meio de narrativas;

4 – As empresas querem profissionalismo no projeto cultural. Isso implica em uma proposta clara, orçamento enxuto, medição dos resultados alcançados pelo patrocínio.

É o maior desafio para o produtor ou a produtora cultural, pois entra em cena um discurso técnico com vistas para a negociação do seu produto.

Seu projeto cultural é um produto no mercado da cultura, ele vai fazer parte da oferta e demanda por produtos junto às empresas. Este enorme salto que o produtor precisa realizar talvez fique mais fácil quando estuda sobre empreendedorismo, marketing e relacionamento em mídias sociais.

Parece complicado? É, sim. É a outra metade, como falamos, que parece inexpugnável.

Na Primal Studio, temos projetos aprovados que refletem esta visão do outro lado do espelho.

Como exemplo, a oficina cultural “Leituras na roda para surdos” que visa a promoção da leitura e capacitação no trabalho com leitura junto à comunidade de surdos em Belo Horizonte (e a gente espera que vá além da capital) e uma graphic novel, “Marvelous Cities: Belo Horizonte”, que tem como objetivo apresentar a cidade para o leitor de um jeito diferente a partir de uma trama de aventura e suspense.

Todos os nossos projetos abordam esses quatro motivos. Ainda estamos na metade inexpugnável da montanha, mas sem medo e enfrentando com coragem.

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