10 personagens femininas inesquecíveis da literatura e dos quadrinhos

 

É sempre um crime deixar tantas personagens da literatura e dos quadrinhos de fora e é certo que  injustiças serão cometidas.

Mas o que torna essa lista interessante foi a mistura entre literatura e quadrinhos. Geralmente os artigos postados são listas de personagens da literatura ou listas de personagens de histórias em quadrinhos.

Montamos a nossa e queremos convidar você para sugerir, nos comentários, outras personagens. A seguir, a lista:

 

 

Mônica

Um dos maiores símbolos ( talvez o maior) dos quadrinhos BR.  Da mente de Maurício de Sousa, eis que surge, em 1963, essa incrível personagem que brilha em todas as mídias, agora prepara-se para invadir as telas do cinema em uma versão live action.

Corajosa, não tem medo de ninguém e não leva desaforo para casa. Tem na sua turma os melhores amigos para viver altas aventuras, do bairro do Limoeiro para o mundo, difícil saber onde não existe uma versão sua nos países pelo mundo afora.

 

 

Emma Bovary

A principal personagem criada por Gustav Flaubert no romance francês Madame Bovary, de, tornou-se um marco.

Símbolo do fim do Romantismo, trouxe à tona os anseios e insatisfações da mulher em uma época que sufocava tudo isso a ponto de levar o autor para julgamento, tamanho o escândalo que o livro fez na sociedade francesa.

É um marco feminino na literatura que mostra como uma sociedade é capaz de massacrar a mulher. Vale a leitura, assim como é recomendado a sua versão para o cinema com Isabelle hipertensão no papel principal.

 

 

Mulher-maravilha

Verdadeiro ícone dos quadrinhos, Mulher-Maravilha estreou em 1941, criado por William Moulton Marston (que inclusive ganhou uma cinebiografia) e não parou mais de fazer sucesso, passando pela TV cinema.

Quebrou o universo masculino das história em quadrinhos, estando lado a lado de outras lendas como o Super-Homem e o Batman (a chamada Trindade nos quadrinhos da DC Comics).

Servindo de inspiração para muitas meninas, os anos passam e o seu público só aumenta. Teve um grande retorno junto ao mercado audiovisual.

O seu próximo filme é aguardado como mais um grande sucesso de bilheteria.

 

 

Capitu

Da obra prima de Machado de Assis, o romance Dom Casmurro, a construção da personagem Capitu, ou melhor, Maria Capitolina Santiago é de longe a melhor personagem feminina criada pelo autor.

Mais do que isso, trouxe à época questões que não eram discutidas nos salões da sociedade brasileira.

Seus olhos de ressaca encantaram a todos, mas é a ambiguidade no desenvolvimento da trama que alçaram essa grande personagem como uma das maiores personagens femininas da literatura universal.

 

 

Mafalda

Surgiu em 1962 na Argentina pelas mãos do seu criador, Quino. E não parou mais de fazer sucesso.

Questionadora, sarcástica, uma baixinha que encanta a todos nós com o seu humor fino e ácido, às vezes de um constrangimento que nos deixa com a aquele sorriso amarelo.

Há muito deixou de ser um ícone somente para os argentinos. Ganhou o mundo inteiro.

 

 

Katniss

Uma verdadeira febre mundial entre os jovens do mundo inteiro, a personagem criada por Suzane Collins, na trilogia Jogos Vorazes, mostra a força que uma mulher tem e a coragem para desafiar todo um sistema.

Um grande sucesso nos cinemas, consagrou de vez a atriz Jennifer Lawrence.

Tanto os livros quanto os filmes fazem sucesso até hoje.

 

 

Supergirl

Tem os mesmos poderes que o seu primo, o Super-Homem, mas surgiu sem muito alarde no mundo dos quadrinhos, em 1959, na edição número 252 da Action Comics, como a conhecemos hoje.

Isso por que houve mais duas origens, bem diferentes uma das outras, em 1949 e em 1958.

Após um filme mediano na metade dos anos 80, e algumas aparições no seriado Smallville eis que ela ressurge em 2015 com um seriado pela Warner.

Suas edições se esgotaram rapidamente nas bancas, tornando-se uma grade sucesso também nos quadrinhos.

Especula-se que em breve teremos um filme nos cinemas. Agora é aguardar.

 

 

Macabéa

Talvez a maior personagem de Clarice Lispector, mas certamente uma das principais de nossa literatura, entra na lista com o seu jeito de encarar a vida.

Do livro A hora da estrela, Clarice nos convida a uma introspecção sobre nossas próprias vidas, a partir de Macabéa.

Singularíssima, a personagem apresenta-se como uma sobrevivente no furacão que é a vida, sendo bastante delicado a construção da narrativa que vai desvelando Macabéa.

 

 

Faith

Criada por Jim Shooter e David Lapham em 1992, e publicada pela editora Valiant, foi nas mãos da roteirista Jody Houser que essa heroína fora dos padrões fez grande sucesso, recebendo indicação ao Eisner (o Oscar dos quadrinhos).

Em 2016 ganhou sua própria revista, angariando fãs pelo mundo todo.

Será que vem filme por aí? Seria bem legal. Você encontra a revista na versão impressa e digital no Brasil.

 

 

Emília

Esta boneca de pano encantou gerações de leitoras e leitores. Uma das maiores personagens da nossa literatura infantil, criada por Monteiro Lobato, é atrevida, sabichona, esperta…

Segundo os críticos, é a personificação da verdadeira menina, diferente, por exemplo de Narizinho, que não tinha toda a coragem da Emília.

Com o Sítio do Picapau Amarelo entrando em domínio público, é de se esperar novas adaptações e releituras da personagem.

 

 

E aqui encerramos a lista. Porém, gostaríamos de apresentar uma personagem que carrega o DNA que encontraremos em todas as personagens citadas aqui. Mulheres insatisfeitas com o status quo, mulheres que buscam o seu lugar no mundo.

E neste caso, vindo dos quadrinhos, mas convivendo os grandes artistas de Semana de Arte Moderna, a repórter Estella Vic, protagonista do livro em quadrinhos, Estella Vic: 1922 e o Manifesto Futurista.

Clique na imagem da capa do livro aqui embaixo e saiba mais sobre esta grande aventura.

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